O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem confidenciado que pretende adotar uma postura “paz e amor” durante sabatina, marcada para a próxima quarta-feira (29), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
Indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Messias tem se preparado para não entrar em embate com a oposição ou cair na provocação de críticos da sua nomeação.
A ideia do ministro, segundo relatos feitos à CNN, é seguir três princípios: serenidade, sobriedade e tecnicidade, e se colocar como um nome que atuará para pacificar a relação entre Judiciário e Legislativo.
A ideia de Messias é garantir que, caso confirmado para a vaga de Luiz Roberto Barroso, ele dialogue com esquerda e com direita, tendo o seu gabinete na Suprema Corte aberto para deputados e senadores.
Aos senadores, ele também deve fazer aceno de respeito às obrigações e deveres de cada poder constitucional, sobretudo diante de críticas de que a Suprema Corte tem avançado sobre prerrogativas do Congresso Nacional.
Além disso, parlamentares que se reuniram nas últimas semanas com o ministro afirmam que ele sinalizou simpatia com regras transparentes de ética a magistrados do Supremo.
Nos últimos dias, Messias conversou com senadores governistas e oposicionistas e ainda deve se encontrar com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que já foi crítico de sua indicação.
Apesar de indicado por um presidente de esquerda, Messias tem contado com o apoio da bancada evangélica, que acredita em uma postura conservadora na chamada pauta de costumes.
A expectativa no Palácio do Planalto é de que Messias obtenha um placar em plenário superior ao de Flávio Dino e semelhante ao de Cristiano Zanin.
Como mostrou a CNN, aliados do atual AGU calculam aprovação por margem entre 48 e 52 votos. Por outro lado, integrantes da oposição no senado, e também alguns integrantes de centro não automaticamente alinhados ao governo, consideram a situação de Messias difícil. Em uma contagem desses grupos, o indicado não chegaria a 35 votos.
CNN Brasil