Em menos de 24 horas, o ministro Gilmar Mendes defendeu a censura de críticos do STF, intimidou políticos de oposição com ameaças de inquérito, humilhou os mineiros zombando do sotaque de Zema, pisoteou os timorenses com declarações que provocaram revolta no Timor-Leste, achincalhou homossexuais com comentários que qualquer militante progressista teria cancelado em dois minutos, e ameaçou 60% dos brasileiros que, segundo as pesquisas, querem o impeachment de ministros do Supremo.
Tudo isso num único dia. Com toga. Com salário do contribuinte. Com cargo vitalício. E sem nenhuma consequência.
Se qualquer político de direita tivesse feito um décimo disso, já estaria no inquérito das fake news, nas manchetes dos grandes jornais, nas notas de repúdio das entidades e na mira do Ministério Público.
Mas é Gilmar. Então tudo bem.
O homem é uma máquina de fazer o que condena nos outros. E a máquina está funcionando em ritmo acelerado. Impressionante a produtividade.
Pena que seja toda voltada contra a democracia que diz defender.