O senador Rogério Marinho, coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, criticou neste sábado (30) a representação apresentada por deputados do PSOL e da Rede Sustentabilidade à Procuradoria-Geral da República para investigar a atuação do senador nos Estados Unidos.
Em nota, Marinho classificou a iniciativa como uma tentativa de instrumentalização do Judiciário para fins políticos e defendeu a articulação de Flávio Bolsonaro junto ao governo norte-americano para o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O senador também criticou os parlamentares que acionaram a PGR e argumentou que a medida busca criminalizar iniciativas voltadas ao combate ao crime organizado. Marinho também afirmou que o seu grupo político continuará priorizando ações de enfrentamento ao crime organizado. E declarou que a soberania nacional deve estar associada à proteção da população.
Veja a nota na íntegra:
"A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político. É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo. O mesmo campo político que hoje clama por "soberania" foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas. Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção. Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo".
Senador Rogério Marinho
Coordenador-Geral da Pré-Campanha