A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (1º) mostra uma mudança significativa no cenário da corrida presidencial de 2026. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) empatou numericamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno, ambos com 43% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 8%, e 6% não souberam ou preferiram não responder. O resultado faz de Caiado, pela primeira vez, o adversário mais competitivo da oposição contra o petista nas urnas.
O levantamento é o primeiro realizado após o escândalo Dark Horse, que atingiu diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido por Jair Bolsonaro como candidato da direita. Conversas reveladas pelo Intercept Brasil mostraram que Flávio pediu dinheiro ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre o pai. O impacto nos números foi imediato: na rodada de maio, antes do caso, Flávio liderava numericamente o segundo turno contra Lula, com 44% a 43%. Agora, a relação se inverteu — Lula marca 45% contra 40% de Flávio, uma queda de quatro pontos percentuais para o senador em um mês.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também aparece em posição mais competitiva que Flávio. Contra Lula, Zema registra 40% ante 43% do presidente, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos demais cenários testados, Lula vence com folga: 46% a 30% contra Renan Santos (Missão) e 47% a 23% contra Aécio Neves (PSDB).
No cenário de primeiro turno, Lula segue na liderança com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro com 31%. Caiado e Renan Santos aparecem empatados em terceiro, com 6% cada. Zema tem 4%, Aécio Neves e Joaquim Barbosa (DC) registram 3% cada, e Augusto Cury (Avante) marca 1%. A rejeição de Lula e Flávio está empatada em 48% cada.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 29 e 30 de maio de 2026, em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05864/2026 e custou R$ 80 mil, pagos com recursos próprios do instituto.