No Rio Grande do Norte, a disputa pela segunda vaga ao Senado está mais acirrada do que parece nas pesquisas divulgadas até agora. E tem um nome que está tirando o sono de candidatos dos dois lados do espectro político: Rafael Motta.
Styvenson Valentim segue como franco favorito para a primeira vaga. As pesquisas são consistentes nesse ponto e dificilmente isso muda até outubro. O problema começa na segunda cadeira, onde a briga está aberta e quente.
Hélio está de olho em Rafael. Zenaide também. Mas quem mais teme o crescimento dele é a turma de Samanda Alves. E com razão. Rafael Motta pesca voto em territórios que nenhum dos outros candidatos cobre com a mesma facilidade. Transita pelo campo progressista sem ser petista convicto, tem penetração em Natal e no interior e carrega um nome com reconhecimento real no eleitorado potiguar.
Exatamente por isso ele incomoda os três lados.
Rafael vai apanhar. Isso é certo. A turma de Hélio vai martelá-lo pela direita. Zenaide vai disputar com ele o eleitor de centro. E Samanda, que precisa da segunda vaga para o PT não sair do Senado potiguar de mãos vazias, vai ser a mais agressiva de todas na campanha.
Mas candidato que assusta esquerda e direita ao mesmo tempo raramente é candidato fraco. Quase sempre é candidato que está crescendo onde ninguém quer que ele cresça.