A Procuradoria-Geral da República deve se posicionar nos próximos dias sobre a aceitação do acordo de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro. A Polícia Federal já manifestou sua recusa ao termo. O caso ganhou novos desdobramentos após o vazamento de detalhes do depoimento.
O empresário relatou ter firmado um contrato com a advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo as declarações, o acordo financeiro não possuía contrapartidas de serviços reais prestados, servindo apenas para simular legalidade.
A real intenção do pacto, de acordo com o relato do delator, era obter influência direta nos bastidores da corte. As justificativas contratuais apresentadas não teriam se concretizado na prática, configurando o que foi apontado como uma atividade de lobby sob fachada jurídica.
O cenário descrito levanta debates sobre a conduta ética no judiciário. Críticos apontam que, diante da gravidade das acusações de busca por facilidades no tribunal, o magistrado citado deveria ser preventivamente afastado de suas funções e de eventuais julgamentos relacionados ao tema.