O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse tarifas sobre produtos brasileiros. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, o senador declarou: "Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras", conforme reportou o G1.
A declaração de Flávio foi feita um dia após o Escritório de Comércio dos EUA propor a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, resultado de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. Na semana passada, o senador esteve em Washington, onde se reuniu com Trump e auxiliares do presidente americano, segundo apurou o G1.
O senador criticou o presidente Lula, alegando que a proposta de tarifação é uma retaliação à tentativa do governo brasileiro de reduzir a dependência do dólar no comércio internacional. Flávio também afirmou que "Lula tem tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras", colocando a responsabilidade de reverter a situação sobre o governo federal.
Entre aliados de Flávio, conforme apurou o colunista Gerson Camarotti, do G1, há preocupação com as consequências eleitorais negativas da associação entre a visita à Casa Branca e o anúncio do tarifaço. A declaração preventiva do senador é vista como uma tentativa de se distanciar da medida americana em um momento em que a corrida presidencial de 2026 já está em pleno aquecimento.
Fontes: G1, GloboNews