Rosas di Maria 2
Jaques Wagner (PT) Pedro França/Agência Senado
politica

PF diz que apartamento para Jaques Wagner seguiu mesmo modelo de propina para ex-presidente do BRB

A investigação da Polícia Federal que apura pagamentos de propina do Banco Master para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), aponta que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador usou o mesmo esquema da aquisição de imóveis de propina para o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

O senador negou irregularidades na operação envolvendo o apartamento e disse, em entrevista, que iria pagar posteriomente pelo imóvel. Sua defesa também disse que ele nunca favoreceu o Banco Master em sua atuação parlamentar.

O Estadão revelou nesta sexta-feira, 19, que diálogos inéditos do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele marcou encontros e disponibilizou um avião para o senador. Além disso, em outras conversas, Vorcaro e um funcionário citaram Wagner como intermediário de recado ao presidente Lula.

A PF diz que a sistemática adotada foi semelhante, com fundos de investimento ligados à gestora Reag e suspeitos de lavagem de dinheiro servindo de veículos para aportar os recursos para os imóveis. Os diálogos indicam que Wagner pediu ao ex-sócio do Master, Augusto Lima, a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador. Em seguida, Lima repassou a tarefa a operadores ligados ao Master.

A investigação aponta ainda que o operador do Master é o mesmo nas duas situações, o advogado Daniel Monteiro, preso na mesma fase que mirou Paulo Henrique. No caso do ex-presidente do BRB, foi Daniel Vorcaro quem pediu a Monteiro para viabilizar a operação, que resultou em um processo de aquisição de seis apartamentos no valor total de R$ 146 milhões, dos quais R$ 74 milhões foram efetivamente pagos.

“O fluxo financeiro utilizado para mascarar a origem dos recursos e o beneficiário da compra do imóvel ocorre com sistemática muito semelhante à adotada na propina paga ao então presidente do BRB, PAULO HENRIQUE COSTA: o dinheiro transita por fundos de investimento, para ao final aportar em pessoa jurídica de fachada, registrada em nome de laranja e criada exclusivamente para esta finalidade. A empresa, formalmente constituída como S.A. ou SPE (modalidades que facilitam a ocultação do beneficiário final), adquire formalmente o imóvel, que na prática é o objeto constitutivo da vantagem indevida”, escreveu a PF.

O apartamento solicitado por Jaques Wagner foi comprado por um fundo de investimento administrado pela gestora Reag, também investigada na Compliance Zero por suspeita de participar dos crimes financeiros do Master.

O fundo transfere recursos para uma outra empresa, que formalmente adquire o apartamento junto à construtora.

“Essa dinâmica encontra correspondência direta com o modus operandi identificado em fases anteriores da Operação Compliance Zero, quando foi comprovado o emprego sistemático de interpostas pessoas por DANIEL MONTEIRO para ocultar a entrega de imóveis como vantagens indevidas a agentes públicos cooptados, a exemplo do ex-presidente do BRB, PAULO HENRIQUE COSTA. Reforça essa hipótese o fato de que os valores destinados ao apartamento nº 1.702 do Poème Horto terem sido disponibilizados por estruturas societárias ligadas à REAG, cujos fundos de investimento foram identificados no curso das investigações como veículos de lavagem de ativos em benefício do grupo MASTER, sobretudo por AUGUSTO FERREIRA LIMA”, escreveu a PF.

O que diz a assessoria de Jaques Wagner
O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.

O que diz a defesa de Augusto Lima
As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.

Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.

Estadão

Gostou desta notícia?
Participe do nosso grupo no WhatsApp e fique por dentro de todas as novidades!
320 x 100px.png 400x400-Adolescencia.png IRN-campanha-check-up-masculino-blog-do-gustavo-negreiros-mobile-400x400px.gif 626x522px.gif 580X400_BANNER.gif Banner_400x400px.gif BANNERS-GN_317X264_ORATHORIA.gif BANNER_400X400_GUSTAVO.png 96 - FM - depois do post

1 comentários para "PF diz que apartamento para Jaques Wagner seguiu mesmo modelo de propina para ex-presidente do BRB"

Deixe uma resposta para essa notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/1000.


Posts relacionados

Anuncie com a gente Documento com valores para anúncio

Mais lidas

  1. 1

    Colisão de jet ski, ameaças e bronzeador no estofado: marinheiro relata detalhes de festas de Vorcaro em iate

  2. 2

    Antenor Roberto envia à Assembleia Legislativa projeto que beneficia procuradores com subcontas

  3. 3

    [VÍDEO] Se a moda pega: influencer fala em fazer "cutox"

  4. 4

    [VÍDEO] Apresentação “artística” na Câmara de Ceará-Mirim ganha repercussão nacional

  5. 5

    CNJ intervém na guerra entre juiz e TJRN pela vaga de desembargador. O caso tem dois lados

BLOG 360X96.png