A pressão pelo afastamento de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado cresceu nos últimos dias dentro do próprio PT e do Palácio do Planalto, depois que a Polícia Federal o tornou alvo da nona fase da Operação Compliance Zero. A avaliação dominante entre os integrantes do comitê de reeleição de Lula é de que a permanência de Wagner no cargo municia a oposição e prejudica a imagem do presidente.
A notícia é do O Globo.
Segundo apuração do jornal, o tema foi discutido em reunião do núcleo de campanha na segunda-feira (22). A conclusão foi de que o PT precisa dar uma resposta à altura da operação da PF, sem deixar transparecer qualquer tentativa de interferência nas investigações. A expectativa é de que Wagner comunique ao presidente, nesta quarta-feira, que deixará o cargo para se concentrar em sua defesa.
Há, porém, uma ala que pede cautela. Aliados baianos de Wagner alertam que uma saída abrupta pode enfraquecer o PT na Bahia, estado onde o partido é hegemônico e onde o senador busca a reeleição. O próprio Wagner resistiu inicialmente à pressão, mas teria sido convencido por aliados próximos ao longo do fim de semana.
Na disputa para assumir o posto, dois nomes se destacam: Camilo Santana (PT-CE), ministro da Educação, e Teresa Leitão (PT-PE). A escolha envolverá cálculos eleitorais delicados, já que o líder do governo no Senado é uma das peças centrais da articulação política para 2026.