O Banco Central (BC) estuda impor restrições ao uso do Pix por bancos e fintechs que apresentem falhas de segurança cibernética. Entre as medidas em análise estão limites para valores e horários de transações, restrições ao registro de novas chaves e até a suspensão do acesso ao sistema em casos considerados mais graves.
A proposta ganhou força após uma série de ataques hackers que exploraram vulnerabilidades em empresas de tecnologia e instituições financeiras de menor porte. Um dos casos mais graves foi o ataque à C&M Software, que resultou no desvio de cerca de R$ 800 milhões e reforçou a preocupação do BC com a segurança da infraestrutura que conecta as instituições ao sistema do Pix.
Segundo o Banco Central, o objetivo é aumentar a proteção do sistema financeiro e incentivar investimentos em tecnologia e segurança digital. As mudanças ainda serão discutidas com o mercado antes de uma eventual implementação e buscam reduzir riscos sem comprometer a eficiência e a competitividade do Pix.