A Polícia Federal voltou a buscar provas em endereços do advogado Nelson Wilians, ao deflagrar a Operação Arena, nesta quinta-feira (13), para investigar um grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar uma movimentação bilionária resultante da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.
A notícia é do Diário do Poder. A Justiça Federal sequestrou R$ 1,1 bilhão para garantir o ressarcimento pelos crimes. A PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. E ainda obteve medidas de quebra de sigilo telemático e bancário.
A operação teve parceria com o Ministério Público Federal, com a Receita Federal do Brasil e com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
“Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional”, detalhou a PF.
Wilians recebeu a segunda visita da PF desde julho, quando foi alvo da a Operação Distrato, que investiga uma organização suspeita de vender créditos de ICMS fraudulentos. E já foi interrogado pela CPMI do INSS, por relações pessoais, profissionais e movimentações atípicas de R$ 4,3 bilhões, envolvendo suas empresas e suspeitas de ligação com o roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS. Na ocasião, o relatório final da comissão do Congresso chegou a pedir seu indiciamento por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, negados pelo advogado.