Aliados de Lula entraram em campo para pacificar os ânimos da lobista Roberta Luchsinger, investigada nos inquéritos que apuram desvios no INSS e suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha. Pessoas próximas a Roberta relataram que ela ficou “possessa” ao ver o presidente chamá-la de “pilantra” durante a entrevista no “JN”, na noite de quinta-feira (27).
A lobista se sentiu como o único nome rifado por Lula, que defendeu o filho Fábio Luís, o ex-líder do governo Jaques Wagner e também fez gestos em direção ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Por ora, os aliados de Lula tentam evitar que a lobista dê uma entrevista para falar das acusações que pesam sobre ela, de sua relação com o governo federal e com o filho do presidente.
Roberta admite que nunca teve relação direta com Lula, mas alega que não vendeu Fábio Luís e que tudo o que fez foi com o consentimento e participação do filho do presidente.
Esses interlocutores afirmam que será preciso um gesto de aproximação junto lobista, sob pena de as consequências serem muito ruins para a campanha de Lula. A leitura feita por um interlocutor de Roberta é que Lula não tem conhecimento profundo dos negócios feitos pela lobista e da relação dela com seu filho para ter lançado esse petardo contra ela.
Bela Megale - O Globo