Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, levando o resultado negativo acumulado no ano para R$ 5,5 bilhões. O resultado ocorre mesmo após a estatal ter contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para regularizar pagamentos atrasados e financiar seu processo de reestruturação.
A empresa afirma que conseguiu reduzir despesas e melhorar alguns indicadores operacionais. Os custos dos serviços ficaram em R$ 7,6 bilhões, R$ 1,3 bilhão abaixo do previsto, enquanto a despesa com pessoal caiu 4%, mesmo após reajuste salarial de 5,1%. O Programa de Demissão Voluntária (PDV) já resultou no desligamento de 6.545 empregados, sendo 2.767 somente no primeiro semestre. Os Correios também informaram melhora no índice de entregas no prazo, que superou 90% em junho.
Apesar das medidas, a estatal ainda apresenta patrimônio líquido negativo e necessidade de recompor sua capacidade de geração de caixa. Além dos R$ 12 bilhões já contratados, os Correios negociam uma nova operação de R$ 7 bilhões com garantia da União e outros R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento. O governo também deverá prever R$ 6 bilhões para capitalização dos Correios no Orçamento de 2027, valor que ainda não foi repassado à empresa.
Com informações do O Globo