O Rio Grande do Norte registrou, em julho de 2026, o pior resultado para o mês na geração de empregos formais desde a pandemia. Foram 999 novas vagas, resultado de 21.759 admissões e 20.760 desligamentos. O desempenho representa menos de 30% do saldo registrado em julho de 2025, quando o estado abriu 3.446 postos, e também ficou abaixo das 6.014 vagas criadas em julho de 2024.
Apesar de ter superado o resultado de junho, quando foram abertas 332 vagas, o RN ficou na penúltima posição do Nordeste em julho, à frente apenas do Maranhão, que teve saldo de 654 empregos. A agropecuária apresentou o melhor desempenho, com 1.291 vagas, impulsionada pelo início da safra do melão, responsável por 1.020 postos. A indústria abriu 383 vagas e o comércio, 204. Já os serviços fecharam 608 postos, enquanto a construção civil perdeu 271.
No acumulado de janeiro a julho, o estado registra 1.822 novos empregos formais. O resultado é puxado pelos serviços, que abriram 4.052 vagas, enquanto a agropecuária acumula perda de 3.222 postos e a indústria, de 741. O salário médio real no estado ficou em R$ 1.903,41. No país, foram criadas 58.568 vagas em julho, uma queda de 56,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 133.932 postos.
Com informações da Tribuna do Norte