Um jovem, filho de empresário do setor de material de construção, foi preso ontem à noite na Lagoa do Bonfim após agredir a esposa. Não é a primeira vez. Não é a segunda. É a terceira vez que esse valentão levanta a mão contra a mulher com quem é casado.
Terceira vez.
E o mais revelador do perfil desse indivíduo é que a covardia não se limita à esposa. O mesmo rapaz já bateu no próprio pai. Já bateu na própria mãe. Um homem que agride a mulher, o pai e a mãe não é alguém que perdeu o controle numa situação específica. É alguém com um padrão de violência estrutural que a família e a sociedade não podem mais tolerar.
Dinheiro de família não dá caráter. Sobrenome de empresário não justifica violência. O filho mimado que cresceu achando que pode resolver conflito na base do soco precisa aprender que a lei não faz distinção de classe social.
A cadeia é o lugar certo. Que fique lá tempo suficiente para refletir sobre cada vez que levantou a mão contra quem não merecia.
E a esposa que saiba: a terceira prisão não pode ser a última chance. Quem bate três vezes vai bater uma quarta. A Lei Maria da Penha existe para proteger.