A embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um aviso no qual sugere que americanos não viajem para favelas, fronteiras terrestres e cidades-satélites de Brasília devido a riscos de “crime e sequestro”.
No comunicado, a representação desaconselha a ida a “áreas de desenvolvimento habitacional informal”, o que inclui comunidades, vilas e conglomerados, mesmo em excursões guiadas.
O texto cita que “empresas de turismo ou a polícia não podem garantir sua segurança ao entrar nessas comunidades” e que, “mesmo em áreas consideradas seguras pela polícia ou pelos governos locais, a situação pode mudar rapidamente”.
“Tenha cautela nas proximidades dessas comunidades, pois confrontos entre gangues e confrontos com a polícia às vezes se estendem para além de seus limites”.
O aviso menciona ainda que funcionários do governo americano são aconselhados a não usar ônibus municipais no Brasil em razão do “alto risco de roubo e agressão, especialmente à noite” e ressalta que precisam de autorização especial para se deslocar a determinadas áreas de risco.
A embaixada também destaca que empresas dos EUA “frequentemente providenciam segurança reforçada para seus altos executivos em São Paulo e outras grandes cidades”.
O comunicado adverte que “casos de agressão são comuns, inclusive com o uso de sedativos ou drogas colocadas em bebidas, especialmente no Rio de Janeiro”. E acrescenta que “criminosos abordam estrangeiros por meio de aplicativos de relacionamento ou em bares, antes de dopar e roubar suas vítimas”.
Lauro Jardim - O Globo