Uma denúncia sobre as condições precárias no Hospital de Doenças Infectocontagiosas Giselda Trigueiro expõe a crise enfrentada pela unidade de saúde do Rio Grande do Norte. Vídeos gravados nos corredores mostram o acúmulo de lixo e papéis pelo chão, evidenciando a falta de higiene num ambiente que exige protocolos rigorosos de limpeza.
A situação é reflexo de uma greve dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços de higienização, parado há cerca de 15 dias. O motivo da paralisação seria o atraso nos repasses do Governo do Estado para a empresa contratada, acumulado há mais de quatro meses, o que impediu o pagamento dos salários dos funcionários.
A contaminação e o risco de infecção em massa preocupam a equipa médica da unidade. Profissionais de saúde têm feito apelos públicos pela resolução do problema, destacando o perigo a que pacientes e colaboradores estão expostos diariamente num hospital vocacionado justamente para o tratamento de doenças transmissíveis.
O cenário tem gerado duras críticas à gestão estadual, sendo apontado por opositores como um exemplo de desassossego e falta de empatia com a saúde pública do estado. Através de denúncias constantes, cobra-se uma posição imediata do poder público para regularizar os pagamentos e restabelecer a limpeza no local.