Na terça-feira (20), Lula autorizou a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, além dos dados da primeira-dama Janja e de seus cinco filhos, referentes aos últimos oito anos. Flávio Bolsonaro (PL) também autorizou o acesso aos próprios dados dos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à divulgação de informações do presidente, de Janja e do ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, investigado em um inquérito que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha. As autorizações, porém, não significam que os sigilos já tenham sido quebrados nem que os dados estejam disponíveis ao público.
Entre os pedidos de informação negados estão solicitações sobre despesas com hospedagens de Janja e de artistas em embaixadas brasileiras no exterior, além de registros de visitantes nos palácios da Alvorada e do Planalto. O Ministério das Relações Exteriores alegou que um dos pedidos era genérico, enquanto o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) citou a proteção à privacidade e à segurança de autoridades e familiares. As regras da Lei de Acesso à Informação permitem negativas em situações específicas, como informações pessoais protegidas e dados que possam comprometer a segurança.
Com informações da Gazeta do Povo