Agentes americanos teriam assumido temporariamente o controle de parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rumo aos Estados Unidos. As informações são do jornal argentino Clarín, que relata uma operação com apoio do governo de Javier Milei e mobilização de pelo menos quatro jatos particulares.
Segundo a publicação, agentes americanos, incluindo um ex-integrante da agência antidrogas DEA, teriam coordenado os procedimentos no aeroporto e afastado funcionários da imigração, alfândega e segurança aeroportuária. Flávio e a família teriam chegado por uma entrada discreta e embarcado em um jato Gulfstream IV com destino a Miami. A reportagem também menciona o uso de seis veículos e aeronaves alternativas para despistar observadores.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou que o governo Trump tenha organizado a operação. Ele afirmou que Flávio recebeu autorização especial para permanecer no país caso chegasse ao território americano. Parlamentares democratas questionaram Rubio sobre uma possível participação de agentes dos EUA na viagem, e o secretário deverá responder até 13 de novembro. O Clarín afirma que ainda há dúvidas sobre o envolvimento dos governos americano e argentino.
Com informações do O Antagonista