BANNER---SITE---GUST-NEGR---400x400px---DI-MARIA.jpg BANNER---SITE---GUST-NEGR---400x400px---INSTITU---TORRE-FORTE-2.jpg
lula-e-boulos.jpg
politica

Lula escanteia Boulos e Hoffmann após ataques ao mercado financeiro

Depois de Guilherme Boulos e Gleisi Hoffmann protagonizarem uma ofensiva verbal contra o que classificaram de "chantagem" e "especulação" do mercado financeiro, o presidente Lula optou por um caminho diferente: deixá-los de lado no momento de desenhar a resposta oficial à turbulência econômica que se seguiu à sua reeleição.

A sequência de eventos chama atenção. Ainda no fim de outubro, o ex-ministro Rui Costa abriu a cruzada contra o setor financeiro, afirmando que os agentes do mercado "precisam também pensar no país" e acusando-os de buscar "ganhos extraordinários" com especulação. Dias depois, foi a vez de Boulos usar até um jantar com empresários para atacar a Faria Lima, dizendo que ela "tem discurso do FMI dos anos 90".

Enquanto isso, o resultado prático dessas falas foi o oposto do pretendido. A Bolsa perdeu mais de 30 mil pontos, o dólar disparou para além de R$ 5,48 e o Banco Central interrompeu o ciclo de corte de juros citando explicitamente a incerteza fiscal como fator da decisão. Ou seja: a retórica de confronto não conteve a fuga de capital, apenas acelerou a desconfiança dos investidores.

O pivô estratégico de Lula

Foi nesse contexto que Lula decidiu assumir pessoalmente o discurso de "responsabilidade fiscal e jurídica", abandonando o tom combativo de seus próprios ministros. Em vez de validar a narrativa de Boulos e Hoffmann de que o problema era a "chantagem" do mercado, o presidente optou por dizer, em evento público, que "é preciso ter uma economia arrumada" para atrair investimentos — frase que contradiz diretamente o enquadramento usado pelos aliados mais à esquerda.

A escolha dos nomes convocados para a reunião que define os próximos passos econômicos também é reveladora: ainda que o encontro tenha reunido economistas heterodoxos como Laura Carvalho, nenhum representante do discurso mais inflamado contra o mercado, como Boulos ou Hoffmann, teve papel central na formulação do pronunciamento presidencial sobre o tema.

Na prática, Lula parece ter compreendido que o custo político de deixar ministros atacarem publicamente o mercado é mais alto do que o benefício de agradar à militância. Ao se apropriar do discurso de "seriedade" fiscal, o presidente tenta recuperar a confiança dos investidores sem precisar desautorizar publicamente seus aliados, mas o efeito prático é o mesmo: Boulos e Hoffmann perdem protagonismo justamente no momento em que o tema que escolheram atacar volta ao centro da agenda do governo.

Resta saber se o movimento será suficiente. Operadores do mercado financeiro já reagiram com ceticismo às sinalizações do presidente, avaliando que a reunião da qual nasceu o discurso foi composta majoritariamente por nomes identificados como resistentes ao ajuste fiscal — o que sugere que o escanteamento de Boulos e Hoffmann pode ter sido mais estético do que substantivo.

Gostou desta notícia?
Participe do nosso grupo no WhatsApp e fique por dentro de todas as novidades!
400x400px.gif GUST_NEGREIROS_REFIS_626x522.gif GUST_NEGREIROS_626x522_CEARA.gif Banner_Iluminacao_400x400px.gif 400x400-Adolescencia.png IRN-campanha-check-up-masculino-blog-do-gustavo-negreiros-mobile-400x400px.gif 320 x 100px.png BLOG GUSTAVO NEGREIROS - 626x522.png BANNERS-GN_317X264_ORATHORIA.gif BANNER_400X400_GUSTAVO.png 96 - FM - depois do post

0 comentários para "Lula escanteia Boulos e Hoffmann após ataques ao mercado financeiro"

Deixe uma resposta para essa notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/1000.


Posts relacionados

Anuncie com a gente Documento com valores para anúncio

Mais lidas

  1. 1

    Proibição de venda de água se espalha por Fortaleza e outros municípios do Ceará

  2. 2

    Jogador campeão da Copa do Nordeste é morto a tiros no Beco da Lama, em Natal

  3. 3

    Empresário italiano é morto com tiro na cabeça durante tentativa de assalto no RN; suspeito fugiu em Mercedes

  4. 4

    Nova caneta de semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias nesta sexta; veja preço e quem pode usar

  5. 5

    Um possível dilema para Cadu