A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) mostra Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A diferença de cinco pontos está além da margem de erro de dois pontos e dá ao presidente uma liderança real na largada. Até aí, o Planalto pode comemorar.
O problema está no segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é 46% a 45%. Contra Zema, 45% a 41%. Contra Caiado, 45% a 41%. Em todos os cenários, empate técnico. Isso significa que Lula consegue chegar ao segundo turno na frente, mas não consegue vencer ninguém com folga. A vantagem de primeiro turno evapora quando o eleitor é forçado a escolher entre dois nomes.
O dado mais revelador é a evolução. Em março, Lula vencia Zema por 46% a 40% e Caiado por 46% a 41%. Agora, ambos encostaram. A direita não precisa mais de um único nome para ameaçar Lula. Precisa apenas de qualquer nome que chegue ao segundo turno.
A 161 dias da eleição, o presidente tem um teto confortável de primeiro turno e um segundo turno claustrofóbico. Se a economia não melhorar e a rejeição não cair, Lula pode vencer em outubro e perder em novembro.
Metodologia
A Nexus/BTG entrevistou 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01075/2026.