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Seleção Brasileira antes da partida contra o Japão  • Rafael Ribeiro/CBF
esportes

Cúpulas da CBF e da seleção são mantidas para o ciclo até 2030 apesar de fracasso na Copa

Haverá mudanças no elenco da seleção brasileira já na primeira convocação de Carlo Ancelotti após o fracasso na Copa de 2026. Jogadores como Casemiro, Neymar e Danilo não fazem parte do ciclo até 2030, enquanto jovens como Vitor Reis, Natan e Kaiki Bruno, além de atletas que já estiveram nos Estados Unidos, caso de Rayan e Endrick, tendem a ganhar mais espaço.

As novidades também devem atingir a comissão técnica. Davide Ancelotti, filho e auxiliar de Carlo, assumiu o Lille, da França, e não retornará. O preparador de goleiros Taffarel também pode deixar a comissão, em meio a críticas internas sobre a condução da definição dos goleiros para o Mundial. Os departamentos de preparação física e de análise de desempenho também devem passar por reformulações.

Se dentro de campo e na comissão técnica o novo ciclo promete mudanças, nos bastidores da CBF a estrutura deve permanecer praticamente inalterada. A começar pelo presidente Samir Xaud.

O chamado “fogo amigo”, que expôs informações de caráter pessoal de Xaud logo no início da Copa, com acusações de que teria utilizado recursos da CBF para custear viagens de mulheres aos jogos da seleção, não abalou sua permanência no cargo. Internamente, o dirigente afirmou que todas as viagens de pessoas ligadas a ele, incluindo familiares, foram pagas com recursos próprios. A explicação foi aceita e não houve contestação relevante.

Ele tem o apoio das federações estaduais e a chamada “turma de Brasília”, ligada ao IDP, a instituição de ensino do ministro do STF, Gilmar Mendes, que tem parceria com a CBF e diversos dirigentes indicados dentro da estrutura da entidade, apoia a continuidade de Xaud. Vice da Federação do Mato Grosso, Francisco Mendes, filho de Gilmar, hoje é um dos homens-fortes dentro da CBF.

Xaud convocou uma reunião para a próxima segunda-feira, 13, com os presidentes das federações estaduais. Além de um balanço da participação da seleção na Copa, o encontro terá como pauta o planejamento do calendário para 2027.

Na diretoria de seleções, Rodrigo Caetano deve permanecer, assim como o ex-zagueiro Juan, coordenador técnico. Os dois têm relação próxima com Ancelotti e renovaram até 2030. Caetano e Juan participam ativamente do processo de elaboração das listas de convocados e seguirão exercendo esse papel.

A próxima convocação está prevista para o início de setembro, visando à Super Data Fifa do fim do mês e início de outubro. O Brasil já tem dois amistosos confirmados contra a Austrália, em Townsville e Brisbane, e a CBF trabalha para definir um terceiro adversário, em partida que deve acontecer na Ásia.

Marcel Rizzo - Estadão

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