A Polícia Federal afirmou que há indícios de que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, atuava com o aval da presidência da Casa para operacionalizar emendas parlamentares em benefício do ex-deputado Eduardo Cunha. A informação consta na representação enviada ao ministro do STF Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens de Cunha e suspendeu a execução das emendas investigadas.
Segundo a PF, Cunha teria coordenado a destinação de pelo menos 29 emendas da Comissão de Saúde, totalizando R$ 6,15 milhões, com apoio técnico de Mariângela Fialek. Os investigadores afirmam que mensagens e planilhas apreendidas indicam que o ex-deputado exercia influência sobre a distribuição de recursos públicos mesmo sem mandato.
Em nota, o presidente da Câmara, Hugo Motta, criticou a investigação e afirmou que não houve desvio de recursos nem irregularidades na destinação das emendas. As defesas de Eduardo Cunha e de Mariângela Fialek também negaram qualquer prática ilícita e contestaram as conclusões da Polícia Federal.