Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, tornouse um dos nomes citados na investigação sobre desvios bilionários no INSS. A Polícia Federal suspeita de sua atuação como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como um dos operadores centrais do esquema.
Segundo o G1, mensagens apreendidas pela PF citam a expressão "filho do rapaz" em referência a um pagamento de trezentos mil reais feito por Antunes, sem certeza sobre a associação direta com Lulinha. A investigação também encontrou um envelope com o nome do empresário durante uma busca e apreensão.
A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, aparece como elo entre ele e o Careca do INSS. Ela recebeu cinco pagamentos de Antunes somando um milhão e meio de reais. Uma testemunha afirmou à PF que os valores seriam destinados a lobby de Lulinha em favor da empresa World Cannabis, ligada a Antunes.
A Polícia Federal apura ainda se parte do dinheiro desviado do INSS ajudou a custear viagens de Lulinha por meio de uma agência de turismo usada por Luchsinger, que recebeu mais de um milhão de reais do operador na mesma época em que pagou seiscentos e quarenta mil reais à agência.
A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha. Extratos posteriores mostraram movimentação de dezenove milhões e meio de reais em contas do empresário entre 2022 e 2026, além de três transferências de Lula ao filho somando setecentos e vinte e um mil reais.
A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento nas fraudes e afirma que sua renda tem origem legal, incluindo herança recebida.