O grupo chamado “A Turma”, apontado pela Polícia Federal como responsável por levantar informações sigilosas e intimidar pessoas que desagradavam Daniel Vorcaro, tinha até período de férias no fim do ano. Segundo a PF, mensagens de dezembro de 2023 mostram o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva cobrando uma resposta de Vorcaro sobre uma demanda antes da pausa dos integrantes do grupo.
De acordo com a investigação, “A Turma” era acionada sob demanda para obter informações sobre inquéritos, processos e pessoas em sistemas de acesso restrito da PF. A corporação afirma que o núcleo era formado por ao menos três policiais federais, sendo dois aposentados e um da ativa, e que Marilson e Anderson Wander da Silva Lima funcionavam como canais de acesso a sistemas internos da corporação.
A PF também identificou um segundo núcleo, chamado “Os Meninos”, que teria atuado em ataques cibernéticos contra pessoas que criticavam Vorcaro. Entre os episódios investigados está um suposto pedido do banqueiro para que o jornalista Lauro Jardim fosse hackeado. A PF afirma que os grupos integravam a estrutura criminosa investigada, mas a decisão de André Mendonça que autorizou as interceptações registra apenas a existência de indícios e não confirma, por si só, a prática dos crimes.
Com informações do Poder 360