A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou nesta sexta-feira (4) que um relatório da Polícia Federal sobre a atuação do ministro André Mendonça no caso do INSS reforça questionamentos sobre a legalidade da estrutura investigativa. O documento foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para embasar a inclusão de Mendonça no chamado inquérito das Fake News e questionar a atuação do magistrado nos processos que envolvem o filho do presidente Lula.
Em nota, o advogado Guilherme Suguimori acusou uma suposta “contaminação” na condução do caso e afirmou que houve criação de novos inquéritos que seriam alheios à operação. A defesa também apontou uma possível “pescaria probatória” por parte de Mendonça.
O relatório da PF compara a condução de investigações envolvendo Lulinha e ACM Neto. Segundo os investigadores, Mendonça teria considerado que ACM Neto aparentava atuar dentro dos limites permitidos, enquanto o caso de Lulinha, alvo de dois inquéritos sob relatoria do ministro, teria recebido tratamento diferente. Para a PF, as semelhanças poderiam indicar a adoção de critérios distintos conforme o espectro político dos envolvidos.
Com informações da CNN Brasil