A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um procedimento para apurar se a Polícia Federal investigou de forma irregular o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o Banco Master. A medida atende a uma determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, e busca verificar se houve ilegalidade na atuação da PF.
O procedimento foi comunicado nesta sexta-feira (4) ao próprio Fachin. A apuração ocorre após a PGR pedir a nulidade de atos do ministro André Mendonça, sob o argumento de que ele teria extrapolado suas funções ao direcionar investigações contra Moraes. Fachin também determinou que Gonet, Mendonça, Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos em cinco dias úteis.
Ao mesmo tempo, Moraes pediu a investigação de Mendonça com base em um relatório de inteligência da PF que apontaria possível abuso de autoridade na condução das apurações do Banco Master. Nesta sexta, Fachin reuniu os casos em um único procedimento e deu cinco dias para a PGR se manifestar sobre o pedido de investigação de Mendonça.
Com informações do Poder 360