O ministro Gilmar Mendes também procurou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para defender que delegados da corporação sejam proibidos de atuar em gabinetes do STF como servidores cedidos.
À coluna, o chefe da PF confirmou ter conversado com o atual decano do Supremo sobre o assunto nos últimos dias e disse apoiar o veto proposto pelo magistrado. “(Gilmar) Comentou e tem meu total apoio”, afirmou Andrei.
Conforme revelou a repórter Luísa Martins, do jornal Folha de S.Paulo, Gilmar também levou a sugestão ao presidente do STF, Edson Fachin. A discussão ocorre em meio à guerra entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Relator do Caso Master no Supremo, Mendonça avançou, nos últimos dias, sobre a apuração envolvendo a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, relevada por meio de uma série de mensagens extraídas do celular do banqueiro.
Atualmente, dois delegados da PF atuam como assessores no gabinete de Mendonça. Moraes também conta com dois delegados da corporação em sua equipe. O ministro Luiz Fux, por sua vez, tem um delegado em seu gabinete.
O debate levantado por Gilmar não é novo. Em junho, o Ministério da Justiça determinou que delegados da PF cedidos a juízes e a outros tribunais retornassem à corporação. Na ocasião, porém, o STF foi poupado da medida.
Igor Gadelha - Metrópoles