Investidores estrangeiros entraram com R$ 10,06 bilhões na bolsa de valores brasileira após o primeiro turno das eleições. O valor foi o maior registrado no intradia da história da B3. A notícia é da CNN Brasil.
A última entrada recorde de capital estrangeiro na bolsa ocorreu em abril deste ano, quando ingressaram com R$ 8,398 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo de capital externo na bolsa está positivo em R$ 40 bilhões. Já o investimento por pessoa física está negativo no ano em R$ 354 milhões.
À época do último recorde histórico, economistas ouvidos pelo CNN Money associaram o movimento a queda do dólar mundo afora, enquanto a grande oferta de commodities e a neutralidade do Brasil diante das incertezas geopolíticas o colocavam em evidência como hub "seguro" para investimentos.
"O investidor estrangeiro tem, hoje, pouca opção de alocação em emergentes. Não aloca na Rússia, o fluxo para a Turquia e China é modesto em razão dos riscos percebidos, de modo que há poucas opções reais de investimento", afirmou Gabriel Barros, economista-chefe da ARX Investimentos.
Já o novo valor histórico desta semana ingressou à bolsa logo após as decisões eleitorais do último domingo (4). Na segunda-feira (5), o Ibovespa fechou o dia em alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, nova máxima histórica para um fechamento.
Ao longo da sessão, o principal indicador do mercado brasileiro de ações chegou a tocar 209.605 pontos, um rali impulsionado pelas vantagens de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual presidente e também candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com 100% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.
Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o desempenho robusto da última segunda refletiu a leitura positiva dos agentes econômicos sobre a corrida eleitoral.
"Mais do que o alívio imediato, o resultado das urnas trouxe uma sensível melhora nas perspectivas para a trajetória da dívida pública, ancorando a confiança do mercado em um cenário econômico mais estável a partir de 2027", afirmou.