A lobista Roberta Luchsinger, que é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência, acumula processos judiciais relacionados a dívidas com profissionais e empresas. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (30), entre os credores estão um tapeceiro, uma escola, uma loja de roupas e uma agência de publicidade. Em alguns casos, oficiais de Justiça não conseguiram localizá-la nos endereços informados nem encontraram dinheiro ou bens para penhora.
Um dos casos envolve o tapeceiro Nilton Cezar Pires, contratado em 2011 por R$ 61 mil para realizar serviços na casa da lobista. Ele recebeu R$ 25 mil e, mesmo após decisões favoráveis a ele em todas as instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça, acordos para o pagamento da dívida não foram cumpridos. Roberta chegou a oferecer 14 gravuras que dizia serem originais de Candido Portinari, avaliadas em R$ 70 mil. O Projeto Portinari informou, porém, que as peças eram apenas reproduções impressas. Outro processo envolveu um apartamento de alto padrão em São Paulo: Roberta acumulou uma dívida de R$ 500 mil em aluguel, condomínio e IPTU e só quitou o débito em maio de 2024.
A lista de processos inclui ainda uma dívida de R$ 91 mil com a escola da filha, R$ 21 mil em uma loja de roupas e R$ 37,8 mil com uma agência contratada para sua pré-campanha a deputada federal em 2022. Roberta também foi processada por uma babá e uma empregada doméstica, em ações que somavam R$ 50 mil, mas os processos prescreveram sem pagamento. A lobista é citada atualmente em uma investigação da PF que apura relações com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Procurada pelo Fantástico, Roberta afirmou que alguns dos processos já foram arquivados e apresentou justificativas para outros casos.
Com informações do Poder 360