A coligação que apoia a candidatura à reeleição do presidente Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o bloqueio de mais de R$ 134 milhões em recursos do Partido Liberal (PL), legenda do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A ação, apresentada nesta segunda-feira (31), acusa o PL e o Instituto Álvaro Valle de Estudos Políticos e Sociais, ligado ao partido, de desviar recursos do Fundo Partidário que deveriam ser destinados à fundação para financiar campanhas eleitorais.
Segundo o Poder 360, na ação, a coligação afirma que o suposto desvio teria atingido o “ápice operacional” nas eleições municipais de 2024 e proporcionado uma “vantagem competitiva direta nas urnas”. Os partidos citam que o PL movimentou R$ 84,5 milhões do Fundo Partidário em campanhas, enquanto as demais legendas, somadas, utilizaram R$ 101,2 milhões. Segundo a representação, a Fundação Álvaro Valle devolveu R$ 45,99 milhões ao PL em 2024, dos quais R$ 11,4 milhões teriam sido transferidos ao partido entre o primeiro e o segundo turno. Entre os candidatos que receberam recursos estão Bruno Engler, em Belo Horizonte, com R$ 3 milhões, e Carlos Jordy, em Niterói, com R$ 2 milhões.
A coligação pede ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que impeça imediatamente o PL de utilizar os R$ 134 milhões nas eleições deste ano, incluindo gastos diretos, doações e recursos estimáveis. Também solicita a devolução ao Tesouro de valores que eventualmente já tenham sido usados na campanha e a apresentação, em cinco dias, de extratos e documentos das contas do Fundo Partidário e de investimentos desde 2022. Procurado, o PL não havia se manifestado até a publicação da reportagem.