Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera excessiva a decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu a campanha presidencial de Renan Santos, do Missão. Segundo relatos obtidos por O Antagonista, integrantes da Corte esperam que a decisão seja derrubada pelo plenário. O partido deve apresentar recurso nos próximos dias.
Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa, dos repasses do Fundo Eleitoral e da participação de Renan em debates e entrevistas em rádio, televisão, podcasts e outros meios. O ministro apontou que o candidato deixou de informar ao TSE 16 perfis ligados à campanha e manteve a omissão por 12 dias, o que, segundo ele, teria proporcionado vantagem indevida sobre os adversários. A decisão é considerada inédita, embora integrantes da Corte reconheçam que houve um “erro primário” da campanha.
A avaliação de parte dos ministros é que a falha pode justificar uma investigação sobre eventual má-fé, mas não seria suficiente para uma punição tão ampla. Adversários de Renan também criticaram a decisão. Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que espera o restabelecimento da candidatura e criticou o que chamou de banalização da censura. Romeu Zema (Novo) disse discordar de Renan em vários pontos, mas classificou a decisão de Toffoli como “um absurdo” e afirmou que não ficará calado por ser concorrente.